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Jornal da Educação Integral do Paraná
Desde: 01/08/2017      Publicadas: 12      Atualização: 14/08/2017

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 Entrevistas

  09/08/2017
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Entrevista com Cassiano Roberto Nascimento Ogliari, chefe do Departamento de Educação Básica da SEED-PR

Por Carlos Alberto, Iolanda, Juliana, Moacir, Sharlene, Simone - 09/08/2017

Entrevista com Cassiano Roberto Nascimento Ogliari, chefe do Departamento de Educação Básica da SEED-PR

Cassiano Roberto Nascimento Ogliari foi entrevistado por professores da Rede Básica no 1º Simpósio “Educação em Tempo Integral no Ensino Médio” sobre alguns pontos que dizem respeito ao Ensino Médio em tempo Integral no Estado do Paraná.

 

Entrevistador: Do ponto de vista estatístico, o que o Ensino Integral pode fazer para contribuir na luta contra a evasão no Ensino Médio?

Cassiano Roberto: É realmente desafiador. Temos dois contextos bem amplos. O primeiro, refere-se à ampliação do tempo do aluno na escola durante o ensino médio, ou seja, a ampliação da carga horária do ensino médio de 5 horas/aula diárias para 6 no formato do Novo Ensino Médio proposto pelo Governo Federal. O segundo, é o da oferta do ensino médio em tempo integral, de 5 horas/aula diárias para 9. Essa ampliação da carga horária prevê a oferta de uma política equitativa que garanta a formação humana integral, tanto para a continuidade dos estudos como para a inserção no mundo do trabalho. Para se combater esses dois problemas (do mercado de trabalho e da inserção do aluno na escola) novos espaços precisam ser criados e novas iniciativas precisam ser tomadas no intuito de se incluir o aluno no espaço da escola. Por exemplo, no estado do Paraná, temos a ideia de um auxílio financeiro para alunos do Ensino Médio e também intercâmbio para que nossos alunos possam ter experiências reais com a língua estrangeira, seja inglês ou espanhol, que ofertamos na grade curricular. Isso busca manter o nosso aluno na escola de tempo integral não só para combater a evasão, mas também buscando a formação humana e social integral desse indivíduo.

E: O Estado considera que suas escolas estão estruturadas adequadamente para se colocar em prática a proposta do Ensino Integral no Ensino Médio?

CR: Esta pergunta está vinculada à noção de escola tradicional, muito ligada ainda ao giz, ao quadro-negro e à sala de aula. O Ensino Integral não se limita somente ao espaço físico da escola, pois podem ser utilizados outros espaços da cidade, da comunidade ou exteriores ao ambiente escolar. Deve-se inovar a prática pedagógica utilizando-se, portanto, de outros espaços onde o foco não seja somente a infraestrutura para que o ensino não seja limitador. Isso não quer dizer que não precise de investimento na estrutura da escola, precisa. No entanto, esse investimento não é determinante. Um exemplo é o de Pernambuco, pois o IDEB era baixíssimo, mas o fato de serem escolas em tempo integral (335 ao todo) e com práticas pedagógicas diferenciadas melhorou muito a qualidade de ensino e a formação dos alunos de lá.

E: E os professores? Estão preparados para o estímulo necessário no Ensino Médio Integral?

CR: Professores querem transformar o mundo, a sociedade; são movidos pela utopia de um mundo mais justo e mais humano. Historicamente, o professor tem pré-disposicão para seguir esse caminho. Prontos para ele, nunca estamos. O que não podemos é nos acomodar. No ensino integral, isso é colocado mais abertamente. Para promover essa preparação temos formações continuadas específicas e estuda-se a possibilidade de uma carga horária diferenciada para o professor que atua no ensino médio integral, com menos tempo em sala de aula e mais tempo para orientação de alunos e de projetos. Não temos uma dedicação exclusiva de professores nas escolas do estado do Paraná, mas, estuda-se a possibilidade de diminuirmos o tempo desse professor em sala de aula para aumentarmos sua permanência e participação no espaço escolar e em suas atividades como um tudo. Essa jornada de trabalho alterada já seria um avanço e poderia permitir uma mudança na relação de ensino-aprendizagem.

E: As escolas irão ofertar uma gama diversificada de disciplinas para corresponder às necessidades e aos desejos diferentes dos alunos em relação à formação técnica ou profissional?

CR: Aqui há um equívoco, pois a formação técnica e profissionalizante no Ensino Médio está vinculada ao formato do Novo Ensino Médio do Governo Federal e não às escolas de tempo integral no Paraná. Nossas escolas de ensino integral já se encontram adaptadas a carga horária a ser pedida pelo Governo Federal e somente quando a Base Nacional Curricular Comum para o Ensino Médio tramitar de fato e se tornar uma realidade outros eixos formativos poderão ser incluídos no novo formato de ensino médio, o que não significa que as escolas em tempo integral terão formação técnica ou profissionalizante. 

E: Há possibilidade de ampliação no número de escolas que ofertarão o Ensino Médio Integral em 2018?

CR: No ano de 2017, o Governo Federal disponibilizou a oferta de 30 vagas para escolas paranaenses se tornarem de tempo integral, no entanto, apenas 18 aderiram a esse programa. Para 2018, há a possibilidade de 19 novas escolas serem incluídas nesse processo. Em relação ao Ensino Fundamental, já temos mais de 40 escolas que são integrais em nosso estado e a meta agora é equiparar os números das escolas de ensino fundamental II e ensino médio, para depois procurar ampliar também esta oferta que é uma política subsidiada pelo estado do Paraná.

 







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